Ouro Preto - Caso Aline Silveira
Publicado por MC Zanini em 05 Jul 2009 | sob: Sem Categoria
Ana Letícia di Fiori, uma amiga querida que estava em Ouro Preto acompanhando o julgamento de Cassiano Inácio Garcia, Maicon Fernandes Lopes, Edson Poloni Lobo de Aguiar e Camila Dolabella Silveira – acusados pela polícia local e pela promotoria de matar Aline Silveira em 14 de outubro de 2001, na cidade de Ouro Preto - MG, durante um suposto ritual satânico motivado por uma “partida” de RPG em que o “perdedor” era assassinado –, acaba de nos informar que o júri popular considerou INOCENTES os quatro acusados.
(Quem é RPGista entende o porquê das aspas e o despropósito dessas afirmações divulgadas constantemente pela imprensa. Mas, para os leigos, um esclarecimento: RPG não é um jogo competitivo, não há perdedores nem vencedores; para não mencionar a absurda associação com o satanismo.)
Enquanto aguardamos mais informações sobre o desfecho do caso, aí vão algumas considerações:
Aline Silveira foi brutalmente assassinada com 17 facadas e seu corpo nu e coberto de sangue foi encontrado no cemitério da Igreja de Nossa Senhora das Mercês. Ela estava na cidade a passeio, acompanhada da prima Camila e de mais uma amiga. As três haviam se hospedado na república estudantil Sonata, onde moravam Cassiano, Maicon e Edson. A perícia concluiu que os golpes de faca foram desferidos por uma só pessoa, canhota ou ambidestra. Uma parte da arma do crime foi encontrada no local.
É difícil explicar em poucas palavras como a polícia e, mais tarde, a promotoria chegaram à tese de que quatro pessoas teriam participado do assassinato em meio a um ritual/”partida” de RPG. Mas chamava a atenção a superficialidade de algumas supostas provas apontadas pela acusação: o fato de alguns acusados terem o jogo Diablo instalado em seus computadores pessoais; o fato de Cassiano ter retirado da parede de seu quarto um cartaz do filme O corvo; os livros de RPG apreendidos na república Sonata, que nem sequer pertenciam a Cassiano, Edson e Maicon; a suposta quantidade exagerada de bijuterias usadas pela vítima de 18 anos, o que apontaria a presença de outra mulher na cena do crime (?); entre outras.
Nesses quase oito anos de processo, os quatro acusados sempre se declararam inocentes. O único que admitiu conhecer RPG foi Edson e, em sua defesa, fez questão de esclarecer a quem o interrogasse o que era RPG e por que a tese da promotoria, calcada na suposição de que os acusados eram “contumazes” RPGistas, parecia absurda.
Parece que para Cassiano, Maicon, Edson e Camila, enfim, o pesadelo da acusação – ao que tudo indica, injusta – finalmente terminou. Infelizmente, depois de tantos anos agarrando-se a um caso que desafiava o bom senso, os órgãos de justiça envolvidos talvez tenham deixado escapar qualquer pista que pudesse levar à identificação e à captura do verdadeiro assassino. A família da vítima e a sociedade em geral continuarão assombradas pela pergunta: “Quem matou Aline Silveira?”.
O caso de Ouro Preto entra para a lista internacional de acusações equivocadas à prática do RPG. À semelhança do que já ocorreu em outros países, é bom saber que aqui no Brasil a razão também prevaleceu.
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A verdade permaneceu…
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/07/05/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=117445/em_noticia_interna.shtml
[…] Inocentes Copiado do site Contatos Imdeiatos (http://blog.devir.com.br/2009/07/05/ouro-preto-caso-aline-silveira/) […]
mais uma veis o dinheiro falou mas alto! afinal e o brasil!!!!!!
[…] os verdadeiros culpados?Notícia divulgada no blog da Devir, Contatos Imediatos.CommentsThere are no comments yet on Fim do caso em Ouro Preto.Older: FLIP 09: Crônica HOJE [1] Ambrosia.com.br (home)[2] Arquivos[3] Páginas[4] LinksAmigos […]
Dinheiro? O que o dinheiro tem a ver com isso?
Quem conhece pelo menos um dos envolvidos nesse caso, sabe que justiça foi feita ….. e a verdade aparece graças a deus.
[…] Opiniões sobre o caso de Ouro Preto: Terra do Nunca D3 System RedeRPG Trampolim RPG Pergaminhos Dourados Contatos Imediatos da Devir livraria Daemon Editora […]
Cara glaziele, isso que você chama de dinheiro, o Direito Penal (que tenho certeza que desconhece) tem a expressão correta, chama-se: “In Dubio Pro reo” (na dúvida, a favor do réu. Pois é melhor 10 culpados soltos do que 1 inocente - neste caso, os inocentes - presos)
Isso não é dinheiro, isso é falta de provas!
Inté!
“glaziele:
mais uma veis o dinheiro falou mas alto! afinal e o brasil!!!!!! ”
Heim? Da onde surgiu essa pérola da inteligência? Será que o novo acordo gramatical mudou tanto assim o português?
Um pouco off-topic: Poderia nos dizer quais livros estão na lista de traduções do nWoD (além de mago)?
Vocês poderiam colocar algumas alternativas em uma enquete, definindo assim a prioridade de lançamento segundo a opinião do público.
Tenho minhas sugestões caso, e acho que cada fã tem a sua.
Se eles são inocentes ou não - a polícia deixou de demonstrar por absoluta incompetência - e não cabe a mim - que sou meramente professora tentar descobrir.
Mas o fato é que a desvinculação do RPG com o crime foi um alento para aqueles que, como eu, são jogadores contumazes (só de escrever isto me faz querer rir).
Olá do Carmo!
Primeiro sobre o caso: afinal, os quatro acusados eram jogadores de RPG?
E mudando um pouco o assunto: tem como os contos que ganharam o concurso serem colocados na internet? (um e-mail para os autores serem melhor prestigiados não custa nada…)
Desejo-lhes fortuna,
Petri
PS: perdão pela intimidade, tenho muitas parentes Marias
[…] Contatos Imediatos […]
Um artigo definitivo sobre o caso:
http://felipedeamorim.opsblog.org/2009/07/07/o-caso-de-ouro-preto-incompetencia-e-preconceito/
É bom não nos esquecermos, que embora tenha se provado que o RPG não foi a causa, isso não prova necessariamente a inocência dos suspeitos. Como a própria Maria do Carmo disse “Apegagaram-se demais a uma tese preconceituosa ao invés de procurar realmente o culpado”.
Neste caso não prevalesceu nem a justiça, nem o bom senso, muito menos a verdade. Quem venceu foi o preconceito e a impunidade.
Até podem ter sido eles mesmo, mas 8 anos depois fica muito difícil provar.
Bom aparentemente chega ao fim um dos casos mais famosos que prejudicava a imagem do rpg na visão da sociedade leiga, esse caso nos levou a pensar à um nivel critico em nossas seções e de como devemos entrar na mente de nossos jogadores, para não se repetir a “dose” por mais que tenham provas ou não isso prejudicou um pouco a aceitação do rpg entre nossos pais, novos jogadores e a sociedade em geral porque parece uma praga quando se fala de rpg para alguem que não conhece o individuo entende como Reeducação Postural Global ou ” Ah aquele jogo que a minina morreu lá né.” lembrando o caso de ouro preto.
Bem não estamos aqui para julgar quem é certo ou errado, sabemos que o assassinato deve ser exclarecido, mais desde já que o rpg seja desvinculado a isso tudo pois é um jogo com um potencial Social muito grante,ensinando a ler interpretações de textos e etc. e na boa “Desculpa de aleijado e muleta”
by Katoshi
a verdade é que eles mataram a menina mesmo e sairam como vitimas ainda por cima. Merecem é cana mesmo.
Ah!tá faz de conta que acreditamos, ninquem sabe de nada. Ninquem vio nada. A moça que era uma desmiolada foi para o cemiterio sozinha cheia de badulaques e aconteceu o pior. E onde entra os almofadinhas…
Caro Leandro, imagine se você tivesse um pequeno caso com a Aline no dia do crime (a moça era bem bonita). Vc concorda que seria suspeito também, mesmo que vc tivesse apenas dados uns beijinhos nela? Pois é rapaz, outros estariam comentando - “A verdade é que o Leandro matou e estuprou a menina mesmo e saiu como vítima…”. Você teria perdido 8 anos de sua juventude tentando provar que apenas passou a mão na moça.
Pense bem.
Abraços.
Bacana, Leandro, você é o dono da verdade agora? VOCÊ? Não me faça rir, garoto. Você fica aí tentando afirmar a culpa de quatro pessoas sem prova nenhuma, só porque acha que a lei não é dura o bastante por não aceitar só a afirmação de um delegado como evidência de culpa. E age como se soubesse alguma coisa de Direito. Você, Leandro? Vocês, “normais” que expressaram o desejo de ver PARENTES DO POVO DO JÚRI ASSASSINADOS porque o povo do júri ousou discordar de sua sede de sangue? Ora, por favor. Temos aqui uma zebra de uma garota, a Graziele, que fala que o dinheiro falou mais alto e atesta sua ignorância sobre o BÁSICO da lei penal. E mais um outro que age como se “soubesse” que são os culpados, SEM PROVA NENHUMA. Em outros pontos, idiotas desejam ver parentes dos jurados mortos para ver como eles reagem (quem era mesmo o psicopata aqui??). Ora, por favor. Se não têm nada de inteligente a dizer, CALEM-SE.
Só Agatha Cristie pra resolver esse caso.