Planos para publicações futuras
Publicado por MC Zanini em 15 Out 2008 | sob: Mundo das Trevas Storytelling
Como algumas pessoas têm perguntado quais são os planos de publicação da linha Storytelling para o futuro próximo, tanto aqui no blog quanto pelo “Fale conosco” do nosso website, resolvi publicar este artiguinho com algumas notas rápidas.
Livros “básicos”
1. Reimpressão do Livro de regras do Mundo das Trevas: Estávamos planejando isso para o comecinho do ano que vem, mas esbarramos na crise global e na alta do dólar (o papel é importado). Ainda não sabemos como a coisa vai se desenrolar, e eu não queria apostar numa previsão que pode não se cumprir. Posso apenas prometer que darei notícias a respeito disso assim que tivermos uma posição mais segura.
2. Mago: o Despertar: Deve sair provavelmente em finais de abril, início de maio. O fator limitante é a classificação etária indicativa do Ministério da Justiça, que nos obriga a esperar até 30 dias úteis. Não fosse isso, o livro sairia no início de março.
3. Changeling: the Lost (sem título em português, por enquanto): Confirmado para 2009, mas provavelmente só para o segundo semestre.
4. Hunter: the Vigil (sem título em português, por enquanto): Não deve sair antes de 2010.
5. Promethean: the Created (sem título em português, por enquanto): Eu não gosto de descartar possibilidades, mas Promethean não parece ser uma aposta muito boa na atual conjuntura. De fato, trata-se de um jogo bem diferente do que temos visto no resto da linha, mas aparentemente não vendeu bem lá fora e, pelo que vimos, não está vendendo bem aqui. Infelizmente, o mar não está para peixe no mercado nacional de RPG e não estamos em condições de assumir grandes riscos (e eu acho uma pena que tenha de ser assim, pois Promethean parece-me um dos livros mais maduros da linha Storytelling). Mas, sei lá, as coisas mudam de uma hora para outra. Se o mercado de RPG voltar a se aquecer, quem sabe…
Suplementos
As pessoas têm me perguntado sobre Armory, Second Sight, Ghost Stories, Tales from the 13th Precinct, os livros de coalizão, clã e linhagem de Vampiro: o Réquiem e Hunting Grounds: the Rockies, de Lobisomem: os Destituídos. Isso para não mencionar os roteiros introdutórios…
Bem, há um limite de número de páginas que eu consigo “processar” por ano. Em geral, tento planejar o ano com um ou dois livros de mais ou menos 300 páginas, e mais dois livros com cerca de 140 páginas (às vezes 128, às vezes 136). Com Mago e Changeling saindo no ano que vem, acompanhados de seus respectivos roteiros introdutórios e escudos do Narrador, e contando já com A cidade dos Amaldiçoados: Nova Orleans, sobra-me aí só mais um “slot”. Que livro vai preencher esse “slot”? É essa a decisão que devo tomar nas próximas semanas.
Um grande abraço a todos, e também um grande agradecimento pelo ano interessantíssimo que vocês me deram.
MC Zanini
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MC, obrigado pelos esclarecimentos!
É no mínimo interessante para nós jogadores acompanhar os bastidores de todo o trajeto que um livro realiza antes de chegar em nossas abarrotadas estantes! =)
Restou apenas uma pergunta: por que existe um limite de páginas para serem processadas? Orçamento ou limitação de mão de obra?
Grande abraço e até a próxima!
Bem, Promehtean não foi mal de vendas nos EUA não, foi uma aposta arriscada que conseguiu se pagar de longe, dada a tiragem limitada que lhe foi imposta, tanto que quase todos os livros já se encontram esgotados na white wolf, mas entendo que talvez ele não seja viável comercialmente por aqui.
Como já disse, qualquer ajuda em Mago, mande-me um email, já tive que quebrar a cabeça para traduzir muitos termos, visto que narro o jogo desde o lançamento do livro básico (e desde então comprei todos os suplementos). Sabendo opções de termos que podem ter sido melhor clarificados com as publicações seguintes…
Parabens pelo trabalho que tem sido feito, realmente Promethean parece um livro interessante, mas nem sempre tudo é como queremos de qualquer forma, um livro de coalizão ou clã seria muito bem vindo…
Tem possibilidade dos livros de clã, sair antes dos bloodlines?
Bom, quanto ao Promethean, sinceramente, eu gostaria de te-lo em português mesmo, por isso nem comprei o original(e o dolar naum facilita, claro)…
Acho que a sua agenda deve realmente ser bem pesada… afinal, mil paginas pra traduzir, e ainda por cima ter que esperar todo o trabalho da equipe para lançar, esperar o resultado das vendas (creio que seja assim), acaba meio que ficando complicado.
Eu estou no aguardo. O que sair, eu vou comprar… Mas claro que saber detalhes do que vem ajuda a pensar no que comprar de importado (já pensou comprar o Armory e um mês depois sair a versão brasileira)…
[…] post info Por Inativo Categorias: Rpg Tags: Changelings: The Lost, Devir, Hunter: The Vigil, Mage: The Awakening, Mundo das Trevas, Promethean: The Created, Rpg, Vampiro: O Réquiem E a Tradutora MC Zanini (Maria do Carmo) se manifestou mais uma vez no blog da devir . […]
“Se o mercado de RPG voltar a se aquecer, quem sabe”
Me parece que a tendência é desaquecer até não ser mais viável, já que a publicidade é zero. Os jogadores apenas envelhecem, e diminuem o ritmo de aquisição de livros a medida que não possuem mais tempo para jogar e mais responsabilidades. A entrada de novos jogadores é apenas por meio de evangelização, alguém que não joga tem que esbarrar em outrem que joga, e este outrem tem que ser uma pessoa disposta a ensinar. E isso ainda não significa que criar-se-á um novo consumidor, visto que na maioria dos grupos apenas o narrador adquire os livros, por ser um entusiasta.
Minha pergunta é: como a Devir espera expandir o mercado sem publicidade? Não é a propaganda a alma do negócio? Isto foi uma questão levantada na Rede RPG na seção do D3. Mas nem este nem o Cobbi apareceram para dar o ponto de vista deles ou da empresa. Uma idéia sugerida foi panfletos informativos nas outras linhas da Devir, como os quadrinhos. Por exemplo, a Devir lançou 30 Dias de Noite; Não seria ótimo ter propaganda bem explicadinha de Vampiro: O Réquiem e o Mundo das Trevas? O custo disso seria reduzidíssimo para a Devir, se a falta de propaganda for por motivo financeiros.
De qualquer forma, eu gostaria de saber a tua opinião, Maria Zanini e da Devir, se ouver posicionamento oficial. E eu gostaria muito de obter uma resposta, porque é uma indagação que tenho e me consome há muito tempo. Grato.
Era uma postagem assim que eu falava!
Só falta para as outras linhas, com os respectivos editores.
Muito bom!
Gilson
Second Sight foi um dos melhores (ou o melhor) suplemento do WoD, não por seu conteúdo apenas mas pelo sucesso de vendas também.
Outros livros da lista (Ghost Stories, Tales from…) apenas narram histórias e descrevem lugares para narradores, já o SS contém material que agrada tanto jogadores como narradores.
Abraços
Fernando Rosan
Realmente essa crise mundial vai nos atrasar em muitos aspectos…
Bom, quanto ao slot, contando que Nova Orleans sairá no ano que vem, e é um livro de Vampiro (sem contar que já temos alguns suplementos genéricos do Mundo das Trevas), talvez fosse bom algum suplemento de Lobisomem ou Mago.
No caso de Lobisomem, a princípio não teria idéia do que seria melhor aparecer primeiro, mas não acho que The Rockies seja tão bom quanto Nova Orleans é para Vampiro… embora ele dê uma boa visão de como são os territórios de Lobisomem - isso me faz lembrar do próprio livro Territories, então essa seria minha sugestão. Além dela, Predators, sobre o mundo espiritual, é muito bom.
No caso de Mago, acho que Tome of Mysteries, Sigil and Sanctum e Tome of Watchtowers seriam as melhores pedidas a serem consideradas.
Abraços e boas decisões nesses períodos difíceis!
Já vou dar uma opinião, seria interessante o The Rockies, pois seguiria uma de livro basico e livro de cenario,Requiem - Nova Orleans e Mundo das Trevas - Lugares misteriosos!
“Era uma postagem assim que eu falava!”
Gilson,
Agora que entendi a sua idéia, vou tentar dar uma palhinha sobre os planos da editora sempre que puder.
Caro Ismael,
Acho que você colocou muito bem a questão da falta de renovação, da aquisição de livros quase exclusivamente pelos Narradores e também do processo iniciático que é a formação de novos jogadores.
Do jeito que eu, MC, vejo a coisa, essas dificuldades sempre existiram no mundinho do RPG, pois parecem ser intrínsecas ao jogo. Sempre vi o RPG como um “fenômeno de subcultura”, ou seja, uma atividade que só empolga e atinge um pequeno segmento da população. Quando a Wizards of the Coast atingiu um mercado maior com Magic: the Gathering (OK, não é RPG, mas foi o jogo que extrapolou definitivamente as fronteiras dos Estados Unidos) e depois, já com o suporte da Hasbro, fez algo parecido com D&D e a OGL, talvez tenha se criado aí uma falsa impressão de que seria possível transformar o RPG num fenômeno de massa.
Bom, parece que os MMORPGs conseguiram essa proeza, mas o bom e velho RPG de mesa continua sendo um fenômeno de subcultura. Mas é um fenômeno interessante, pois sobreviveu mais de 30 anos e também a várias fases ruins. Resta saber agora se sobreviverá a esta nova temporada de vacas magras.
[E, no entanto, acho que vivemos tempos muito interessantes para o RPG. Se, por um lado, até mesmo as editoras internacionais de maior projeção, como A WoC e a White Wolf, estão procurando outras vias de sobrevivência (como a 4. ed. de D&D, que foi beber nas origens e voltou a ser um jogo tático por excelência, para tentar, talvez, atrair os fãs de MMORPG; ou os novos jogos de tabuleiro da WW), por outro lado, nunca foram publicados tantos RPGs gratuitos, independentes, mais focados na interpretação de personagens e na narrativa etc.]
Eu não sou especialista em marketing. Não sei avaliar o quanto a propaganda fora dos círculos RPGistas poderia ter êxito na renovação dos jogadores. Imagino que possa chamar a atenção para o jogo e despertar o interesse em conhecê-lo, mas também tenho a impressão de que a formação de novos jogadores ainda vai depender de alguém disposto a aceitá-los no grupo e “iniciá-los”.
Para despertar o interesse, temos tomado algumas medidas, sim. Por exemplo, a ficção Os ritos do dragão, que publicamos em abril de 2008, foi para as livrarias com uma cinta e os dizeres: “O diário secreto de Drácula no mundo gótico e tenebroso de Vampiro: o Réquiem”; além de um “Saiba mais: www.devir.com.br/mundodastrevas”. A última página de Lugares misteriosos traz um belo anúncio dos livros da linha Storytelling da Devir. Também fizemos milhares de folhetos com esse mesmo anúncio e os inserimos em TODOS os livros vendidos pela editora no último mês.
Para tentar manter o pessoal jogando e formar novos RPGistas, realizamos e/ou patrocinamos eventos grandes (como o EIRPG e o Dia D RPG) e pequenos (como a Sexta Underground, aqui na Terramédia do Cambuci; o Domingo RPG, na Biblioteca Monteiro Lobato e agora o Halloween no Mundo das Trevas, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro). Teremos também mesas de RPG durante a Maratona HQ, que ocorrerá nos dias 7-9 de novembro.
[Sem contar todo o esforço que a Devir fez, e ainda faz, para defender a prática do RPG de seus detratores, com ações que muitas vezes passam completamente despercebidas pelo público. Mas, até aí, enquanto os espalhafatosos ficam com a fama (que é transitória), os calados mudam o mundo.]
Alguém dirá que são medidas de pouco alcance, mas é o que podemos fazer, pois o investimento em grande mídia ainda parece um pouco distante da nossa realidade.
Para terminar, eu só gostaria de ressaltar que as opiniões expostas neste comentário são minhas mesmo, e não uma posição oficial da Devir Livraria.
“Tem possibilidade dos livros de clã, sair antes dos bloodlines?”
Edgar,
Nada nos impede de antecipar os livros de clã e pode ser realmente uma boa idéia, mas ainda tenho de avaliá-los melhor.
Nuno,
O limite de páginas por ano existe porque é o máximo que eu consigo traduzir, preparar, revisar ou simplesmente ler atentamente em cerca de 240 dias de trabalho.
No melhor dos mundos, meu trabalho como editora seria apenas selecionar os títulos e supervisionar a produção dos livros, para garantir a qualidade de texto, diagramação e impressão que todos desejamos ter nos nossos manuais de RPG. Mas os RPGs não vendem milhares de exemplares por ano e nós não vivemos no melhor dos mundos. Eu preciso me desdobrar em várias funções e, por isso, só consigo produzir com qualidade esse tal limite de número de páginas.
Uma sugestão é evitar datas em meses, talvez por semestre ou ano, visto que muitos ficarão pressionando caso os prazos não sejam “cumpridos”.
Gilson
Quanto a questão de divulgação/comunicação/marketing a Devir se comunica com quem já joga e não com quem pode vir a jogar. De forma bem rápida sem um atendimento decente: editoras de quadrinhos, parcerias, site reformulado e RPGs voltados para iniciantes (como a série Mini Gurps).
Gilson, publicitário
Obrigado pela resposta, Maria Zanini. Talvez seja um ponto (a publicidade) que você mesma possa levantar com a editora.
Dúvida: existe cronograma de lançamento dos Romances de Clã de Vampiro: A Máscara? Grato novamente!
“Sem contar todo o esforço que a Devir fez, e ainda faz, para defender a prática do RPG de seus detratores, com ações que muitas vezes passam completamente despercebidas pelo público.”
Essas ações poderiam (ou deveriam) ser divulgadas pela Devir, via Recado por e-mail ou no site ou em tantos sites e blogs ou de outras formas. Assim a imagem da empresa melhoraria consideravelmente.
Ampliando a questão da divulgação com parcerias: o público que compra mangá poderia ser um ótimo alvo, além dos já citados quadrinhos. Parcerias com as editoras de mangá e quadrinhos como a Pixel e Panini poderiam fazer o custo ser baixíssimo.
Gilson
Isso da chamada do Ritos do Dragão foi realmente bem legal, lembro quando comprei meu exemplar no Dia D… e me lembra que, justamente, esse exemplar está na mão de uma amiga minha que não joga RPG nem sabe coisa alguma de Vampiro: o Réquiem - apesar de eu a ter conhecido por ser produtora de uma peça que utilizou muito da temática vampiresca em sua estética - , já que Ritos pode ser lido, teoricamente, por qualquer um, e um qualquer um pode acabar se interessando por Réquiem e RPG em geral por conta dele.
ps. Sò uma opinião pessoal: ainda acho que livros do clã seriam algo adiantado demais. Os livros de coalizão seriam bem mais úteis, NO MOMENTO… não vou nem usar a palavra interessantes, é úteis, mesmo.